Ela, tão certa de si, acreditava que poderia esquecer, bastava apenas se afastar, mas precisou ir as ruas, e precisou passar por aquele lugar. Lembrou, jamais esqueceu.
Pra ele, aparentemente seria mais fácil, bastavam livros, músicas e um violão, mas o que ele esqueceu era que todas essas coisas o faziam lembrar dela.
Tentaram fugir, se esconder...
Mas as suas vidas estavam ligadas, a sintonia era inquestionável.
Retornaram. E tudo pareceu ser bem melhor, ela jogou o medo fora e ele se rendeu.
riram, se olharam, retomaram os planos, pensavam em casar, ter filhos, se consolavam, se entendiam
se inspiravam mutuamente. Pensavam em ser feliz.Eram felizes.
Obra do acaso, por medo dele acabou, por orgulho dela, acabou. Acabou.
Ela disse que choraria ( e chorou-chora), mas também disse que nunca mais, ele disse que tudo bem.
Desataram os dedos, agora andam a balançar as mãos ao vento seguiram seus caminhos.
Mas ela pensa nele todos os dias e nem imagina que ele sente falta dela. " -Às vezes sinto falta de mim.
-Eu também, menino.
-Sente falta de si?
-Não, de você. E dói. [Silêncio]
-Me abraça?
-Sempre."
-Sempre."
-Caio Fernando Abreu


